Ajoelha-te perante mim! Pois sou o tudo e o nada. Sou
o além do infinito. Estou sempre sentado na mesa do bar comemorando minhas
conquistas. Rodeado de amigos, rindo de qualquer coisa tola, sempre planejando
o próximo passo. Sou grande, sou grandioso diante dos menores. Essa parte de
mim é pequena, quase nunca vista.
Se aconchegue, me abrace. Me de seu ombro para
confessar meus prantos. Sou o nada, diante do infinito. Sou finito, penso logo
no fim. Estou sozinho, enquanto meus amigos comemoram. Sou apenas um, mas há
duas partes dentro de mim, lutando entre si: o tudo e o nada.
Sou uma bipolaridade de emoções e sentimentos
brigando entre si. Estou estarrecido, aguardando quem irá vencer.
Por: Fellipe Barreto