sábado, 20 de fevereiro de 2016

O tudo e o nada


Ajoelha-te perante mim! Pois sou o tudo e o nada. Sou o além do infinito. Estou sempre sentado na mesa do bar comemorando minhas conquistas. Rodeado de amigos, rindo de qualquer coisa tola, sempre planejando o próximo passo. Sou grande, sou grandioso diante dos menores. Essa parte de mim é pequena, quase nunca vista.

Se aconchegue, me abrace. Me de seu ombro para confessar meus prantos. Sou o nada, diante do infinito. Sou finito, penso logo no fim. Estou sozinho, enquanto meus amigos comemoram. Sou apenas um, mas há duas partes dentro de mim, lutando entre si: o tudo e o nada.

Sou uma bipolaridade de emoções e sentimentos brigando entre si. Estou estarrecido, aguardando quem irá vencer.

Por: Fellipe Barreto