A
prostitua é fundamental. Ia dizer para a sociedade, mas mentiria. É fundamental
para o jovem, o homem e o velho. O preconceito é deixado fora da casa, é ali
onde elas marcham rumo ao próximo amante, para ser a primeira tão sonhada dos
jovens, ou a consolação por um amor partido que ocorrera com o homem. No caso
do velho é safadeza mesmo, uma imoralidade antes do último suspiro.
Consegue
gozar da alegria da vida a noite inteira, literalmente. Apesar dos rumos
tomados, ainda é mulher e deseja ser tratada como tal. Quer a atitude na cama e
coisas indecentes ditas ao pé do ouvido, quer o toque em sua delicada pele de
moça e apreciada, olhada e desejada. Quer ser domada no ritmo da música que
toca ao fundo, quer satisfazer a imoralidade dos homens e marcar a vida dos
jovens.
Não
se importa como a chamam: prostituta, puta, mulher da vida. Querem que a chamem
com saudade após o fim do programa. Os minutos passam a passos largos, não
existe nada além deles, ali na tensão no quarto. Os toques, os amassos, os
gemidos parecem ser infinitos, mas duram geralmente 40 minutos. O homem ali não
é nada, a prostituta é tudo. Os movimentos são de um vai e vem enlouquecedor, a
respiração ofegante, os gemidos e as falas indelicadas são o segredo que nunca
devera ser contado. Ao estremecer o homem e chegar ao ápice o suor rola quente
no corpo ainda ofegante. Ao lavar o suor do corpo, o homem fica a admirar as
curvas, os seios, as nádegas.
Sai
do quarto e dança em busca do próximo. É assim a prostituta: uma imoralidade
sem fim e gostosa, capaz de derrubar o mais moral dos homens. O desejo nunca
tem fim, repete a noite inteira, virando saudade ao término do programa. Não
lembram do nome, lembram do corpo nu a bailar e gemer. É mulher que vira
esquecimento, mas que consola e satisfaz. É mulher como todas as outras, a
prostituta.
Por: Fellipe Barreto
Por: Fellipe Barreto
Nenhum comentário:
Postar um comentário