domingo, 3 de maio de 2015

A prostituta é fundamental



A prostitua é fundamental. Ia dizer para a sociedade, mas mentiria. É fundamental para o jovem, o homem e o velho. O preconceito é deixado fora da casa, é ali onde elas marcham rumo ao próximo amante, para ser a primeira tão sonhada dos jovens, ou a consolação por um amor partido que ocorrera com o homem. No caso do velho é safadeza mesmo, uma imoralidade antes do último suspiro.

Consegue gozar da alegria da vida a noite inteira, literalmente. Apesar dos rumos tomados, ainda é mulher e deseja ser tratada como tal. Quer a atitude na cama e coisas indecentes ditas ao pé do ouvido, quer o toque em sua delicada pele de moça e apreciada, olhada e desejada. Quer ser domada no ritmo da música que toca ao fundo, quer satisfazer a imoralidade dos homens e marcar a vida dos jovens.

Não se importa como a chamam: prostituta, puta, mulher da vida. Querem que a chamem com saudade após o fim do programa. Os minutos passam a passos largos, não existe nada além deles, ali na tensão no quarto. Os toques, os amassos, os gemidos parecem ser infinitos, mas duram geralmente 40 minutos. O homem ali não é nada, a prostituta é tudo. Os movimentos são de um vai e vem enlouquecedor, a respiração ofegante, os gemidos e as falas indelicadas são o segredo que nunca devera ser contado. Ao estremecer o homem e chegar ao ápice o suor rola quente no corpo ainda ofegante. Ao lavar o suor do corpo, o homem fica a admirar as curvas, os seios, as nádegas.

Sai do quarto e dança em busca do próximo. É assim a prostituta: uma imoralidade sem fim e gostosa, capaz de derrubar o mais moral dos homens. O desejo nunca tem fim, repete a noite inteira, virando saudade ao término do programa. Não lembram do nome, lembram do corpo nu a bailar e gemer. É mulher que vira esquecimento, mas que consola e satisfaz. É mulher como todas as outras, a prostituta. 

Por: Fellipe Barreto


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