São
nesses seus olhos que me encontro e me perco. São calados e tímidos, mas sempre
me dizem tanto. Me contam seus segredos mais íntimos, seus desejos e seus
choros. Eles acalmam-me nos momentos de fúria, a ternura está presente ali em
cada piscada de distância.
Disse
sobre a ternura, mas quase me esqueço daquele encanto da sua cor. Um azul
límpido, devoto ao sentimento de amar e a cada passo dado o olhar sincero vem
de encontro ao meu. Melancólico fica quando a saudade se faz presente, lágrimas
caem como as folhas do outono passado.
A
melancolia finda-se quando a alegria vem. O riso dá um destaque a mais nesse
olhar divino, digo com orgulho de ver. Enche o coração do espectador de alegria
e ternura, correspondem-se nesse gracejo cheio de charme e pureza. Todo o
sentimento do mundo se faz presente no olhar de menina.
Sorte
tem aquele que acorda diante dessa clareza azul. Todo azul dessa imensidão de
mares se faz mínima perante esse azul de seus olhos, menina. Palavra correta
para caracteriza-los ainda não foram encontradas nos dicionários, o Aurélio
está louco procurando por elas. Humilde digo apenas: perco-me fácil quando
admiro bobo tamanha sinceridade, tamanha ternura e pureza desse olhar de
menina.
Por: Fellipe Barreto

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