domingo, 31 de maio de 2015

Esse azul do teu olhar



São nesses seus olhos que me encontro e me perco. São calados e tímidos, mas sempre me dizem tanto. Me contam seus segredos mais íntimos, seus desejos e seus choros. Eles acalmam-me nos momentos de fúria, a ternura está presente ali em cada piscada de distância.

Disse sobre a ternura, mas quase me esqueço daquele encanto da sua cor. Um azul límpido, devoto ao sentimento de amar e a cada passo dado o olhar sincero vem de encontro ao meu. Melancólico fica quando a saudade se faz presente, lágrimas caem como as folhas do outono passado.

A melancolia finda-se quando a alegria vem. O riso dá um destaque a mais nesse olhar divino, digo com orgulho de ver. Enche o coração do espectador de alegria e ternura, correspondem-se nesse gracejo cheio de charme e pureza. Todo o sentimento do mundo se faz presente no olhar de menina.

Sorte tem aquele que acorda diante dessa clareza azul. Todo azul dessa imensidão de mares se faz mínima perante esse azul de seus olhos, menina. Palavra correta para caracteriza-los ainda não foram encontradas nos dicionários, o Aurélio está louco procurando por elas. Humilde digo apenas: perco-me fácil quando admiro bobo tamanha sinceridade, tamanha ternura e pureza desse olhar de menina. 

Por: Fellipe Barreto


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