quarta-feira, 13 de maio de 2015

Não se deixe levar



Que meu olhar não te deixe levar ao triste mundo meu.
Onde as esquinas são tantas e os pecados latentes.
Onde as pessoas são cheias de ideias nas mentes.
Onde os belos corpos são raridades de museu.
Ensinam posições que ninguém resiste.

O meu está e lá e o das brasileiras também.
Nesse mundo os livros são todos sagrados.
Apresentam histórias e contos abençoados.
Ensinam o amor para aqueles que desejam o bem.
Ensinam a tristeza a qualquer um desvalorizado.

Os olhares são belos e divinos.
São valorizados na bolsa de meus valores.
Os jornais dizem que subiu o preço dos amores.
Quem tem amores comemora com taças de vinhos.
Os vinhos contém sentimentos tardios.

Mas meu mundo é embriagado de tristeza.
Os mendigos enriqueceram por causa dos amores.
Os ricos empobreceram pelos rumores.
Rumores diziam que o amor não valia nada.
Eles agora me acompanham nessa caminhada.

Caminho nas ruas largas do meu mundo.
Sou ditador ou imperador - não importa o título.
AS leis de minha terra fazem-se naquilo que digo.
Meu mundo é diferente dos outros – não é imundo.
É belo como a chuva que cai e o sol é sempre impiedoso.

Impiedoso como o sentimento que me corrói.
Nas esquinas tento esconder-me de meus amores.
Tento fugir de tantas, pois são deveras as dores.
Nas esquina há muita coisa que me destrói.
Encontro mais amores – mas sei que ainda dói.

Dói que calado na noite grito para que pare.
Pare de fingir amar e ser falso.
Pare de dançar e me iludir com seu doce passo.
Os amassos são muitos não há quem escape.
Nessa imensidão me perco - mas não escapo.

Que meu olhar não te deixe levar à ilusão minha.
Tão minha que vai sozinha me olhar.
Enquanto olha deseja docemente acarinhar.
Meu rosto com tristeza estampada em cada linha.
Ela olha e se deixa levar para dentro de minha historinha.



Por: Fellipe Barreto

Nenhum comentário:

Postar um comentário