Que
meu olhar não te deixe levar ao triste mundo meu.
Onde
as esquinas são tantas e os pecados latentes.
Onde
as pessoas são cheias de ideias nas mentes.
Onde
os belos corpos são raridades de museu.
Ensinam
posições que ninguém resiste.
O
meu está e lá e o das brasileiras também.
Nesse
mundo os livros são todos sagrados.
Apresentam
histórias e contos abençoados.
Ensinam
o amor para aqueles que desejam o bem.
Ensinam
a tristeza a qualquer um desvalorizado.
Os
olhares são belos e divinos.
São
valorizados na bolsa de meus valores.
Os
jornais dizem que subiu o preço dos amores.
Quem
tem amores comemora com taças de vinhos.
Os
vinhos contém sentimentos tardios.
Mas
meu mundo é embriagado de tristeza.
Os mendigos enriqueceram por causa dos amores.
Os
ricos empobreceram pelos rumores.
Rumores
diziam que o amor não valia nada.
Eles
agora me acompanham nessa caminhada.
Caminho
nas ruas largas do meu mundo.
Sou
ditador ou imperador - não importa o título.
AS
leis de minha terra fazem-se naquilo que digo.
Meu
mundo é diferente dos outros – não é imundo.
É
belo como a chuva que cai e o sol é sempre impiedoso.
Impiedoso
como o sentimento que me corrói.
Nas
esquinas tento esconder-me de meus amores.
Tento
fugir de tantas, pois são deveras as dores.
Nas
esquina há muita coisa que me destrói.
Encontro
mais amores – mas sei que ainda dói.
Dói
que calado na noite grito para que pare.
Pare
de fingir amar e ser falso.
Pare
de dançar e me iludir com seu doce passo.
Os
amassos são muitos não há quem escape.
Nessa
imensidão me perco - mas não escapo.
Que
meu olhar não te deixe levar à ilusão minha.
Tão
minha que vai sozinha me olhar.
Enquanto
olha deseja docemente acarinhar.
Meu
rosto com tristeza estampada em cada linha.
Ela
olha e se deixa levar para dentro de minha historinha.
Por: Fellipe Barreto

Nenhum comentário:
Postar um comentário