Eu
queria ser menos triste. Queria ser alegre o tempo todo, fazer se repetir a
mesma alegria que tenho quando estou junto de meus amigos. Não posso ficar só,
pois sozinho resta-me apenas uma solidão fria, bruta. Desumana. Digam que sofro
muito, antes de me deitar a solidão me faz pensar coisas, imaginar coisas e
querer coisas que nunca poderei ter.
Eu
queria amar menos. Amar do mesmo modo que os comuns amam, pois não se deixam
abater por uma ilusão. Amam a todos, um amor igualitário. Quase socialista. A
carência me faz apegar a qualquer uma que passe por mim, a mínima demonstração
de afeto e uma flechada do meu cupido em meu coração, isso me dói depois.
Depois que elas passam e fico ainda sozinho.
Nesse
desabafo, conto coisas íntimas. Coisas que os comuns não contam, não escrevem e
somente guardam para si. Sigo meus dias de passagem pela vida delas, por
tantas. Amando um amor infinito e sincero, sofrendo como poucos sofrem, mas que
ninguém conta. Peço para que me ajudem, me internem, mas não me julguem. Ninguém
pode ser julgado por amar demais, ninguém é digno de julgar um amor sincero.]
Por: Fellipe Barreto
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