domingo, 10 de maio de 2015

Desabafo de um qualquer



Eu queria ser menos triste. Queria ser alegre o tempo todo, fazer se repetir a mesma alegria que tenho quando estou junto de meus amigos. Não posso ficar só, pois sozinho resta-me apenas uma solidão fria, bruta. Desumana. Digam que sofro muito, antes de me deitar a solidão me faz pensar coisas, imaginar coisas e querer coisas que nunca poderei ter.

Eu queria amar menos. Amar do mesmo modo que os comuns amam, pois não se deixam abater por uma ilusão. Amam a todos, um amor igualitário. Quase socialista. A carência me faz apegar a qualquer uma que passe por mim, a mínima demonstração de afeto e uma flechada do meu cupido em meu coração, isso me dói depois. Depois que elas passam e fico ainda sozinho.

Nesse desabafo, conto coisas íntimas. Coisas que os comuns não contam, não escrevem e somente guardam para si. Sigo meus dias de passagem pela vida delas, por tantas. Amando um amor infinito e sincero, sofrendo como poucos sofrem, mas que ninguém conta. Peço para que me ajudem, me internem, mas não me julguem. Ninguém pode ser julgado por amar demais, ninguém é digno de julgar um amor sincero.]

Por: Fellipe Barreto

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