Não
sei se escrevo bem. Porém, sei que escrevo não querendo ganhar prêmios, nem
elogios. Não, elogios são bons, quero elogios sim. No princípio escrevia
somente para mim, para tirar o que estava calado na mente, senão enlouquecia.
Tenho até uma espécie de diário, o caderno das lamentações. E não, isso não me diminui como
homem. Acredito que grandes são os homens que sabem lidar com seus sentimentos.
Se
eu não fosse do tipo tímido, seria um cafajeste que conquista com palavras, mas
seria apenas mais um no meio de tantos. Agradeço pela timidez, gosto dela,
tento manter a dignidade. “Se você agir sempre com dignidade, talvez não consiga
mudar o mundo, mas será um canalha a menos”, disse John Kennedy e concordo com
o cara.
Dizia
sobre as palavras e agora volto para as palavras. Com o tempo elas viraram as
amigas mais próximas, capazes de entender o que sinto. Seja raiva, tristeza,
paixão, felicidade e tantas outras coisas. Elas entendem. Decidi dedicar-me ao romantismo. “São só
palavras, e palavras são tudo que tenho para conquistar seu coração”, diz a
canção, e esse trecho resume o que sinto em relação as palavras, aos meus
textos.
Graças
as palavras hei de ser rei, imperador, digno de realeza. Sou plebeu, sou pobre
e pra piorar posso ser triste! Ou posso ser galante, um amante, um canalha que
não se despede na manhã seguinte. Sou contador de histórias, sejam elas
engraçadas ou melancólicas. Posso expor uma graça que todos já sentiram, e uma
tristeza que todos escondem no dia-a-dia. Sou apenas mais um que escreve no
frio da noite, enquanto os canalhas amam e fazem sofrer, eu escrevo.
Por: Fellipe Barreto
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