domingo, 20 de setembro de 2015

Manhã divina.



Ah manhã divina! Por sorte, ou talvez graça do destino, forças tive para sair da escuridão daquele quarto tão sombrio meu. O Sol, em seu trono divino, disse um “bom dia” sorrindo pra mim.

Ah manhã divina! Os passarinhos vão voando alto, cantando seus cantos de superação e força. Escuto sem entender, mas agradeço ao Santíssimo por estar vivo neste momento de glória sobre o destino de todos nós.

Ah manhã divina! Enquanto vou despertando, alguns vão buzinando numa avenida num lugar qualquer logo ali, alguns vão morrendo aos poucos, enquanto alguns ainda nem despertaram para ver essa manhã tão linda. Vão seguindo seus passos de seu destino mundano.

Ah manhã divina! Continue brilhando pelo resto deste dia, solenemente te peço. Trazendo felicidade e calor a todos nós e mais alguns, seres inferiores de sua bondade duradoura. Que seja assim, amanhã e perpetuamente para sempre assim, para sempre minha manhãs, divinas.

Por: Fellipe Barreto

O hoje e o ontem.



Hoje, sou menos do que fui ontem. Sou velho, e a cada dia que passa envelheço mais e mais, mas mesmo assim a passos lentos vou seguindo.

Hoje, sou menos criança e mais adulto. Ainda infantil, mas sem aquele olhos de menino bobo, admirando o mundo novo. Sou adulto e me arrependo de não ser mais criança.

Hoje, sou sozinho, mas antes tinha amigos que acompanhavam-me a perder de vista. Dos que ainda me restam, amanhã talvez eu os perca. Agora sou calado, mas ontem eu falava tanto.
 
Hoje aqui escrevo o que ontem eu guardava. 


Por: Fellipe Barreto. 

O vácuo.




No vácuo daquele papo em que você me deixastes, me vi perdido em desalento. No tique taque do relógio vi que resposta não viria. Tortuosas são as redes sociais, que torturam os ingênuos, bobos e fracos. E ali fiquei desamparado, seguindo mais um vez sem entender esse lascado destino meu. Que há de errado? Tornara-se pecado conversar despreocupado? Tornara-se pecado criar novas amizades?

Procurando calor amigo, fui de encontro à amiga minha. Tão amiga minha, que sempre esteve ali diante de minhas derrotas e minhas vitórias. Contei minhas mágoas à ela, e no calor do sentimento disse ela: “manda se foder!”. O conselho foi divino, mas a carne é fraca. O homem diante da beleza amada, tende a tomar decisões estúpidas. O vácuo dado fez lembrar do corpo, da fala e da risada da menina, há o vácuo foi pouco perante tudo isso.

Logo me esqueci da beleza, lembrei da desilusão que me fora dada. Ora, porra! Vá se foder, menina. Se bom o suficiente não sou para servi-lhe, vá catando os pedaços daqueles que lhe sirvam. 

Por: Fellipe Barreto