É uma noite qualquer em lugar
nenhum. Amantes se amam na cama que não sossega, feito coelhos no cio. Numa
viela vazia o assaltante espera solitário a vítima que trata em atrasar. Talvez
ali perto, haja um bar e alguns boêmios festejando a vida da boa boêmia. E num
quarto vazio sem amizade algum, eu repouso nessas linhas que insisto em
escrever.
A noite está vazia e sem amigo
qualquer para trazer calor e carinho ao coração do escritor. Amigos, se estão a
ler estas linhas, peço prudência e calma. O mal que sinto não é culpa tua, meus
amigos queridos. Pelo contrário, cabe a mim e somente a mim mesmo o peso e a
culpa deste sofrimento que me vem nessas noites vazias.
Quando não estou a escrever, me
pego relembrando aqueles momentos de minha boa mocidade. O período era para
ensino, mas cultivei amizades formidáveis. Vivi tardes longas, rindo e
brincando com amigos. Amigos, eram a personificação da alegria em minha vida.
Ah, quem me dera viver somente de lembranças. A vida teria uma pitada de doce e
felicidade.
O tempo passou e em momentos
sozinho como este, costuma passar bem devagarzinho. Os amigos da boa mocidade
foram indo embora, não para bem longe, mas para um pertinho que costuma ficar
calado quase sempre. Ah, a noite passa voando para os amantes, o
assaltante e para os boêmios. Passa devagarzinho para o escritor sozinho.
Por: Fellipe Barreto.
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