domingo, 13 de setembro de 2015

Amor amor meu



Amor amor meu, pudera o santíssimo dar-me o dom de fazer belos versos para declarar-me somente a ti e a ti contar meus sonhos e loucuras, que de sua loucura e insanidade, faz-me ser assim tão eu. Não, mas ele não deu. As rimas doces passam longe nos poemas que faço! Peço-lhe calma amor amor meu, se poemas não faço, hei de fazer textos e textos, declarando a ti o que sinto.

Mas a rotina, passa cansativa e a mesmice faz com que me encontre sem o que escrever. O sentimento de amar passa a ser um figurante nesses dias frios de setembro. Amor amor meu, o que está a acontecer comigo? Antes escrevia sobre tudo e todos, havia sempre algo bom a lhe dizer. Ah, a rotina cansativa desses dias vem corroendo-me. Ah, santíssimo! Amigo de meus dias felizes, e traidor dos dias tristes, arranje um tempinho para arrumar essa vida louca minha, tão minha.

Amor amor meu, a rotina monta um golpe sobre o sentimento que sinto por ti. 

Por: Fellipe Barreto. 

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