domingo, 10 de abril de 2016

Detesto


Me detesto, pois era muito criança quando lhe conheci. Acredita? Mas o tempo fez uso de seus trunfos e nos distanciou, dias, meses e anos. Diga-se que talvez tenha eu amadurecido, mas ainda sou criança e não sou para ti, adiante me peguei lhe relembrando na saudade, mergulhado nas bebidas, tentei afogar o desejo que tinha de lhe ver pelo menos uma última vez.

Levei socos e pontapés das outras, xinguei e me xingaram, pois nenhuma era assim como você. Vi nos ponteiros daquele relógio seu sorriso, vi naquela garrafa de pinga seus vexames, vi em mim a impotência de não tê-la em meus braços. A distância não foi o bastante para lhe afastar de meus pensamentos.

Hoje você volta. E ainda me detesto por não acreditar nisso.

Por: Fellipe Barreto.

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