Me detesto, pois era muito criança quando lhe
conheci. Acredita? Mas o tempo fez uso de seus trunfos e nos distanciou, dias,
meses e anos. Diga-se que talvez tenha eu amadurecido, mas ainda sou criança e
não sou para ti, adiante me peguei lhe relembrando na saudade, mergulhado nas
bebidas, tentei afogar o desejo que tinha de lhe ver pelo menos uma última vez.
Levei socos e pontapés das outras, xinguei e me
xingaram, pois nenhuma era assim como você. Vi nos ponteiros daquele relógio
seu sorriso, vi naquela garrafa de pinga seus vexames, vi em mim a impotência
de não tê-la em meus braços. A distância não foi o bastante para lhe afastar de
meus pensamentos.
Hoje você volta. E ainda me detesto por não acreditar
nisso.
Por: Fellipe Barreto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário