Ela veio para mim como a noite vem para o dia. Veio
bela como as flores que inundam a primavera. Toda sincera, em cada palavra doce
que saia de sua boca, era única até no tom de sua voz. Fez-me diferente do que
antes era. Conquistou-me no primeiro ato, no primeiro contato, no primeiro
toque. Fez-me rei e eu lhe fiz rainha, fez-me de louco e eu lhe fiz rir.
Mas foi embora tão bela quanto veio. Entrou no carro,
engatou a primeira e me deixou sozinho na calçada em frente ao nosso castelo.
Por onde anda, não sei. Mas sempre me pergunto “como ela deve estar?”. Ela
pertence ao mundo, como as estrelas pertencem ao espaço, como os pássaros
pertencem ao céu.
Por: Fellipe Barreto
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