Sozinho
no silêncio ouço o vazio que jaz no corpo adolescente do escritor. Uma voz
melancólica com dizeres diabólicos, lembram que o vazio ainda se faz presente
no coração retumbante do qualquer. Sozinho a voz o atordoa, calando-o e
torturando-o ele escreve pedindo socorro.
Calado
na estação, vê os populares sem destino aguardando seu vagão. Enquanto não vem,
o escritor se atordoa e ouve a voz do vazio. Pensa coisas que não vale a pena
serem escritas, pensa em por fim ao vazio de sua alma adolescente. Um vazio que
deseja ir de encontro a paixão dos minutos do programa.
Um
vazio que não o faz esquecer e que pede socorro. A voz diabólica e vadia lembra
o escritor do toque, da sensação e do flerte das noites frias de novembro
passado. Lembra do toque carinhoso que entrou para as páginas de sua história,
mas ardeu nas chamas de uma paixão passageira e findou-se em cinzas de malícias.
E
mesmo com o vazio rondando-o, o escritor mantêm-se firme no caminho de sua vida
rotineira. Bebendo e fumando seus cigarros, esquecendo e fazendo calar o grito
do vazio de seu coração, avante! Grita rumo aos próximos capítulos da vida
vadia, desse escritor adolescente.
Por: Fellipe Barreto
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