O
escritor decidiu escrever essas linhas não num momento de tristeza, mas de pura
reflexão. Os dias que antecederam a este, eram cheios de tristeza e toda
melancolia estava contida nos olhos do escritor. Tudo isso afeta e cega a tudo
e a todos, não vos deixa enxergar a beleza de ser triste.
Sentado
com um cigarro agarrado a boca ele escreveu: “a tristeza que faz chorar e quase
suicida, também vos ensina. Ensina quão passageiros são os dias de sol, que em
sua maioria possui tom de cinza molhado pela garoa. Ainda vos ensina que na
juventude ainda não estamos prontos para encontrar o verdadeiro amor, pois na
juventude há apenas paixão. Ensina que na próxima meia hora que se segue,
aquele ente querido ou amigo morrerá sozinho.”
Mas
quem lê percebe que tudo ainda é muito triste. “Reflita!”, grita o escritor em
negrito. Reflita que a tristeza vos ensina a aproveitar os poucos dias de sol,
ensina a estar próximo e dar carinho aos amigos e aos entes queridos, nos
ensina que devemos aproveitar a juventude por mais desilusões que possa acontecer, e por fim nos
ensina a valorizar os pequenos momentos de felicidade, que são tão poucos nesta
vida.
A
tristeza inspirou o escritor e continuou a escrever: “ela ensina algo divino
não existentes nos livros da biblioteca da escola, que por mais sombrio e
triste que a noite possa ser, logo amanhecerá um dia formidável banhado pelo
raiar do sol e que mesmo com tantas dificuldades no mundo, os pássaros
continuam cantando de felicidade.”
Por: Fellipe Barreto
Nenhum comentário:
Postar um comentário