quinta-feira, 18 de junho de 2015

O que a tristeza nos ensina



O escritor decidiu escrever essas linhas não num momento de tristeza, mas de pura reflexão. Os dias que antecederam a este, eram cheios de tristeza e toda melancolia estava contida nos olhos do escritor. Tudo isso afeta e cega a tudo e a todos, não vos deixa enxergar a beleza de ser triste.

Sentado com um cigarro agarrado a boca ele escreveu: “a tristeza que faz chorar e quase suicida, também vos ensina. Ensina quão passageiros são os dias de sol, que em sua maioria possui tom de cinza molhado pela garoa. Ainda vos ensina que na juventude ainda não estamos prontos para encontrar o verdadeiro amor, pois na juventude há apenas paixão. Ensina que na próxima meia hora que se segue, aquele ente querido ou amigo morrerá sozinho.”

Mas quem lê percebe que tudo ainda é muito triste. “Reflita!”, grita o escritor em negrito. Reflita que a tristeza vos ensina a aproveitar os poucos dias de sol, ensina a estar próximo e dar carinho aos amigos e aos entes queridos, nos ensina que devemos aproveitar a juventude por mais desilusões que possa acontecer, e por fim nos ensina a valorizar os pequenos momentos de felicidade, que são tão poucos nesta vida.

A tristeza inspirou o escritor e continuou a escrever: “ela ensina algo divino não existentes nos livros da biblioteca da escola, que por mais sombrio e triste que a noite possa ser, logo amanhecerá um dia formidável banhado pelo raiar do sol e que mesmo com tantas dificuldades no mundo, os pássaros continuam cantando de felicidade.”

Por: Fellipe Barreto

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