Lá
vem ela, saltitante. Cheia de saudade, desejando nosso encontro. Envolta de seu
mais belo vestido cintilante de cetim, com joias a perder de vista. A mais bela
que já tive a sorte de possuir em meus braços rechonchudos.
Caminha
a passos curtos com certa dificuldade, talvez pelo salto que carrega o
deslumbrante corpo. Este, esculpido por deuses de terras distantes, onde um dia
a realeza dançou seus bailes, e onde muitos perderam a cabeça.
Vem
ela, a mais bela que um dia sonhei encontrar. A tristeza, na forma diabólica da
mulher, ainda adolescente. Vem caminhando nos corredores solitários de
minh’alma. E que cansada da longa viagem, repousa erótica em meu coração
juvenil. A mais bela tristeza que já me apareceu.
Por: Fellipe Barreto

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