domingo, 12 de julho de 2015

Diabólica tristeza.



Lá vem ela, saltitante. Cheia de saudade, desejando nosso encontro. Envolta de seu mais belo vestido cintilante de cetim, com joias a perder de vista. A mais bela que já tive a sorte de possuir em meus braços rechonchudos.



Caminha a passos curtos com certa dificuldade, talvez pelo salto que carrega o deslumbrante corpo. Este, esculpido por deuses de terras distantes, onde um dia a realeza dançou seus bailes, e onde muitos perderam a cabeça.



Vem ela, a mais bela que um dia sonhei encontrar. A tristeza, na forma diabólica da mulher, ainda adolescente. Vem caminhando nos corredores solitários de minh’alma. E que cansada da longa viagem, repousa erótica em meu coração juvenil. A mais bela tristeza que já me apareceu.


Por: Fellipe Barreto

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