A bandeira hasteada adiante, nos morros mais longínquos do país, fora colocada em meio mastro desamparada, talvez por saudade
dos dias em que a saudavam com orgulho. Hoje o vento sopra pouco e caída
repousa seus dias melancólicos.
A
bandeira hasteada adiante, que um dia representara um império viu-se modificada
com dizeres de ordem e progresso, porém assistira de camarote golpes na pátria
querida. Viu a revolução de 1930, o sangue derramado dos paulistas em 1932, o
sangue azul do presidente suicidado em 1954. Marchou junto com os militares em
1964, à pátria querida ame-a ou deixe-a.
A
bandeira hasteada adiante, hoje repousa a meio mastro em luto pelo país que um
dia representara. Hoje a crise assola seus conterrâneos, e o verde e amarelo
deu espaço ao cinza que coloriu o junho negro de 2013 e ao 15 de março deste
mesmo ano. Procura forças para ser novamente hasteada, e adorada deseja ser
novamente pelo menos nos últimos dias que vos resta, deseja e ora baixinho para
que assim seja.
Por: Fellipe Barreto

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