domingo, 12 de julho de 2015

Lamento da bandeira nacional.



A  bandeira hasteada adiante, nos morros mais longínquos do país, fora colocada em meio mastro desamparada, talvez por saudade dos dias em que a saudavam com orgulho. Hoje o vento sopra pouco e caída repousa seus dias melancólicos.

A bandeira hasteada adiante, que um dia representara um império viu-se modificada com dizeres de ordem e progresso, porém assistira de camarote golpes na pátria querida. Viu a revolução de 1930, o sangue derramado dos paulistas em 1932, o sangue azul do presidente suicidado em 1954. Marchou junto com os militares em 1964, à pátria querida ame-a ou deixe-a.

A bandeira hasteada adiante, hoje repousa a meio mastro em luto pelo país que um dia representara. Hoje a crise assola seus conterrâneos, e o verde e amarelo deu espaço ao cinza que coloriu o junho negro de 2013 e ao 15 de março deste mesmo ano. Procura forças para ser novamente hasteada, e adorada deseja ser novamente pelo menos nos últimos dias que vos resta, deseja e ora baixinho para que assim seja.

Por: Fellipe Barreto

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