Há uma barata escondida de baixo da escada. Acalme-se
leitor! Peço calma, pois neste exato momento talvez ela esteja nos espionando.
Curiosa! Com suas antenas, atenta a tudo que passa, a tudo que sobe e desce
aquela escada. Assustada fique talvez, quando o cachorro, sem nada com nada, vem
farejar num passatempo desgraçado. Mas ela continua firme, a barata. Dia e
noite, ela vai passear casa, enquanto a gente dorme tranquilo, ela fica
bisbilhotando, fuçando nosso lixo, até mesmo lendo nossos diários!
Ah, barata. Como te odeio. Acredito, e faço saber: as
baratas foram descartadas do céu junto com Lúcifer! Ora, pois barata não tem
medo. Ela avança, ou pior! Ela voa sob a vítima, desalmada barata. Será que tem alma? Não sei. Houve uma
vez, em um banheiro num evento no qual eu participava, uma barata, mas não uma
barata qualquer, uma puta baratona! Interditou todo um corredor daquele
banheiro. Não havia macho que a encarasse e passasse diante dela. Ela faltava
bater no peito e gritar seu grito de guerra. Tenebroso.
Finalizo, mas digo mais: quando você ver uma barata, não pisque, nem faça
movimentos bruscos, senão ela saberá que você está ali. É que nem o
Tiranossauro Rex. Saía dali correndo, e jamais vá lá novamente. Fica a dica.
Por: Fellipe Barreto.
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