domingo, 31 de maio de 2015

Confiar



Uma ação talvez um tanto quanto simples, uma vez que já esta implícito no ser humano que devemos confiar nas outras pessoas. Mas não é tão simples assim, não é? Quanto mais crescemos aprendemos que confiar em alguém, é pura bobagem e sempre que fazemos isso, acabamos sendo prejudicados. Desculpe, nem sempre! Não quis generalizar. Porém, já parou para pensar que sempre nos prejudicamos? 

Confiamos em um amigo, e ele nos troca. Confiamos em na qualidade da carne, mas ela apodrece antes da data. Confiamos nos professores, mas pegamos DPs. Confiamos no cachorro, mas um dia ele nos morde. Confiamos em um dia ensolarado e por isso saímos sem guarda-chuvas, mas no final do dia chove. Confiamos na namorada, e ela nos trai. Viu? Não são somente as pessoas que nos prejudicam porque confiamos nelas, tudo ao nosso redor, ao ser subestimado parece que se vinga. 

Não entendi o porque comecei a escrever isto, talvez esteja confuso para quem leia, mas para mim, tudo ficou exatamente claro. Engraçado reler e ver o que escrevi, parece um texto escrito em um bar por uma pessoa bêbada que começa a “filosofar” sobre tudo. Mas tudo que foi dito, esta correto... você confia?

Por: Gabriel Santos 

Sejamos todos loucos



Sejamos todos loucos. Vivendo como poucos e fazendo tudo, nos alegrando acima de tudo e todos! Acima das perdas que sofremos nessa vida, acima das tristezas e do luto. Sempre dão as caras nas noites frias de novembro ou nos dias de abril.

Serei um louco como poucos neste mundo de caretas! Mundo onde os caretas, dominam as minhas indústrias, minha política autoritária, minha escola. E por fim, digo meio paranoico, meu bairro. Os caretas são os loucos de ontem e do amanhã, por mais que tarde, todos hão de ser loucos.

Serei um louco bobo, amante da boa vida. Vida boêmia das noite na Augusta, rua das felicidades passageiras, onde os loucos amam loucamente um amor incessante, digno de estudo. Poucos são os loucos que se acham realmente loucos. Tudo leva a loucura, loucura pura que corre nas veias!

Viva ao bando de loucos que continuam vivendo como poucos! 

Por: Fellipe Barreto

O ônibus 7022



Outro dia comentei sobre a demora do ônibus 7022. Achei o assunto digno de texto. E aqui está o texto, querido leitor. Acredito que meu descontentamento com a linha 7022, lembre do seu descontentamento com a linha que pega todo dia. Não sei qual seja. Talvez também seja o maldito 7022 ou o 6840, 6820 ou 6475, são muitas muitas linhas para pouca linha neste texto.

Não digo qual o destino final do 7022, para que meus opositores não venham me caçar. Será que tenho opositores? Não sei. Se tiver, mando-lhes lembranças queridos opositores. Mas, sobre o 7022, é linha antiga aqui do bairro. Meu pai pegava para ir à escola e creio que tenha lhe servido para ir ao serviço, hoje papai tem carro. Subiu nos andares da vida, torço para que eu consiga subir logo na vida e comprar um automóvel que pelo menos ande e que eu faça meu próprio itinerário.

Os motoristas e cobradores do 7022 são figuras comuns, pensei em dizer estranhos, mas estaria ferindo toda a categoria. Corre-se o risco agora de fazerem greve e exigirem minhas desculpas. Não é necessário, desculpe-me queridos motoristas e cobradores do maldito 7022. Alguns são simpáticos, sempre de forma educada dizem bom dia aos trabalhadores do bairro, e sei que alguns são tarados. Tarados? Não sei se o termo é este, mas uso-o de forma sincera. Sempre estão cantando as meninas do bairro.

Chamo de maldito o 7022, mas tenho muito apreço por ele. Afinal, se não fosse o digníssimo 7022 minha ida aos cantos da cidade e a volta para o doce lar seria difícil e deveras cansativo, por isso agradeço por existir o dito 7022. Alguns boatos correm soltos aqui no bairro: “vão tirar a linha 7022 do bairro” ou “vão mudar o destino final do 7022”. Peço com carinho aos responsáveis da linha, não façam isso. Se os boatos forem reais uma revolução digna dos irmãos Castro explodirá na ilha de meu bairro!

Essa linha existe desde os dias em que papai era moço, desde os dias que meu vô tinha cabelos pretos e a velhice era distante. Conto ao leitor algo pessoal e tocante sobre o 7022. Tenho fotos de meu batizado, saindo da igreja fotografaram a família feliz, e vejam que emocionante, com o ônibus 7022 dando “tchauzinho” quase risonho. Seria bobagem, senão fosse sincero. Espero que a simpatia, a taradisse do cobradores, e a linha 7022 continue rodando e trazendo esse povo de meu bairro por muitos e muitos anos. Mas que não demore a passar. 

Por: Fellipe Barreto