sábado, 4 de abril de 2015

A sexta santa



A sexta-feira é santa, mas os jovens não. Pudera três meninos ficarem em casa, sozinhos numa solidão? Respondo-lhe leitor com orgulho: não. Ora, claro que não. E então lá se foram os três jovens, festejar, embriagar-se de palavras entre amigos ditas, palavras verdadeiras. Palavras que são ditas ali, jamais são ditas novamente.
A lua estava linda, a rua Augusta estava em festa. Ela sempre está em festa, mas acredito que havia algo de diferente, algo de especial. Talvez a amizade de três jovens ali presente, tenha feito total diferença. Ou simplesmente nenhuma diferença. Fomos num bar, ouvimos música boa, comemos e bebemos.
Confesso a você que sou fraco na bebida. Basta uma boa dose de whisky para que eu saia cantando meu amor aos amigos, às mulheres, e por que não aos inimigos? A bebida é capaz de trazer a tona a mais pura verdade, aquela que esconde-se todos, até da amada. A bebida é capaz de fazer o homem que luta na guerra, esquecer os motivos da luta.
Decidimos não virar a noite na Augusta. Poxa, a Augusta é boa, mas somente no dia seguinte é que sentimos a dor de cabeça, e questionamos os gastos da noite passada. Subindo a rua vimos de tudo, no entanto o que mais se fez presente foi a beleza da mulher brasileira. Caracteriza-se pela pureza sem fim, os olhos que penetram na mente dos românticos,  falta-me até palavras para descreve-la.
Que os dias que virão possam ser bons tanto como a sexta santa foi para os três jovens. Que ela possa resgatar-me da solidão da semana, possa embriagar-me de felicidade, e que a amizade entre os amigos se torne forte a cada passo dado ali na Augusta. 

Por:
Fellipe de Sousa Barreto

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